sexta-feira, outubro 03, 2008

Projeto Filadelphia

No início dos anos 40, os Estados Unidos estavam envolvidos com a Segunda Guerra Mundial e, pelo fato de terem adquirido experiência com a primeira, tentavam a vitória através de uma solução tecnologicamente rápida. Tinha-se vivido praticamente a metade do século 20 na América, o que fez com que o país se tornasse uma terra próspera e cheia de oportunidades em todos os níveis, principalmente no lado científico. Mentes brilhantes como Thomas A. Edson, Nikola Tesla, Emile Kurtenhauer, John Erick von Neumann e Albert Einstein viviam nos EUA. Era a época em que se valorizava a Ciência ao máximo. Afinal, Einstein havia recentemente publicado a Teoria Geral da Relatividade, sua segunda tese sobre o assunto. Inventos e postulados pipocavam por todos os lados através de diversas mentes privilegiadas. Os cientistas eram alçados à categoria de vips pela sociedade da época. Era um tempo em que a pesquisa científica proporcionava o doce sabor de aventurar-se por lugares longínquos e misteriosos.
Em 1943, no intuito de acabar com o conflito mundial o mais rápido possível, os EUA, fazendo uso de seus recursos tecnológicos, organizaram o Projeto Arco-íris, que consistia em criar um campo eletromagnético de alta intensidade em um navio de guerra, que fosse capaz de bloquear as emissões do radar inimigo, tornando-o invisível e indetectável. Esse efeito era baseado num processo conhecido pelo nome de Egaussing: uma idéia simples, porém de difícil execução, apesar da tão decantada capacidade científica daquele período. Foram recrutados diretamente para o projeto o cientista e inventor iugoslavo Nikola Tesla, pai da corrente alternada, e John Erick von Neumann, matemático húngaro, criador mais tarde de um dos primeiros computadores eletrônicos. Tendo Einstein como consultor, o projeto evoluiu com adesão de muitos outros cientistas, tais como Towsend Brown, inventor dos famosos dielétricos.
Após vários testes no ano anterior, quando se conseguiu invisibilidade parcial e total num navio sem tripulação, em 12 de agosto de 1943 o tão esperado teste com tripulação foi realizado no recém construído navio DE 173 Eldridge, um destróier classe Escort, feito especialmente para o experimento. Suas torres de canhões tinham sido adaptadas para acomodar as gigantescas bobinas de Tesla. Com o navio ao mar, no Porto da Filadélfia, deu-se início ao que ficou conhecido através da história como Projeto Filadélfia. Ligou-se os geradores e logo as bobinas - quatro no total - estavam oscilando batimentos de baixa freqüência, porém de alta intensidade. Do navio de observação USS Andrew Furuseth, os oficiais e técnicos a bordo puderam vislumbrar uma névoa verde, fruto da rápida ionização do ar em torno da embarcação, e um som de cascata decorrente da eletricidade estática que varreu as imediações.
Durante alguns minutos, a experiência foi um sucesso. O navio se tornou invisível não só ao radar, mas também a olho nu, com a marca do seu casco impresso nas águas do mar. E a embarcação que oscilava, ora transparente, ora invisível, de repente desapareceu. O que sucedeu a seguir são fatos extraordinários, baseados na narrativa de três homens que supostamente participaram deste fantástico acontecimento. O navio Eldridge - através de intensos campos eletromagnéticos que distorceram o espaço-tempo - ficou quatro horas sumido, sem qualquer contato visual ou de rádio, vindo a materializar-se misteriosamente no Porto de Norfolk, que ficava a quilômetros de distância da Filadélfia. Lá permaneceu por alguns minutos e novamente desapareceu. Quando finalmente o navio retornou ao mencionado porto, seu estado e o da tripulação a bordo eram lamentáveis. A embarcação estava suja e coberta por uma substância não identificada, parecida com fuligem ou uma grossa poeira. Vários de seus mastros se encontravam quebrados, sendo que o principal havia desaparecido. A tripulação estava em estado desesperador.
Contam sobreviventes que vários marinheiros permaneciam com suas roupas em chamas, mutilados e com parte de seus corpos fundidos com o aço do navio. Muitos vomitavam sem parar e estavam no que mais tarde foi chamado de freeze state [Estado de congelamento]. Seus corpos se encontravam instáveis e brilhosos, desaparecendo e reaparecendo continuamente. É óbvio que o governo norte-americano jamais admitiu oficialmente o ocorrido, muito menos os desdobramentos do fato. Mas o que realmente teria acontecido com o navio e sua tripulação? Onde estaria nesse período de quatro horas? A resposta era simples e extremamente complexa ao mesmo tempo, e nos remete ao Projeto Montauk.

0 trocaram ideia:

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Brothers do Facebook

Seguidores

Pensamento

‎"O que mata as pessoas é a ambição. E também esta tendência para a sociedade de consumo. Quando vejo publicidade na televisão, digo a mim mesmo: podem me apresentar isto anos a fio que nunca comprarei nada daquilo que mostram. Nunca desejei um belo automóvel. Nunca desejei outra coisa senão ser eu próprio. Posso caminhar na rua com as mãos nos bolsos e sinto-me um príncipe."
Albert Cossery
 

Parceiros

Baú do Hippie

Nuvem de Tags

Poesias Contracultura Biografias Música também é poesia Religião e Exoterismo Música para download Bob Dylan Livros Segredos do sistema Política Raulseixismo Letra e Clipe Francisco Jamess poetas Jack Kerouac Contos Ecologia Gente nova Crônicas Frases Notícias contos fantásticos Clipes Ebooks Mitologia Aleister Crowley Dicas de Informática Filosofia Música boa Vídeos Zen cotidiano fantástico Augusto Mota Hippies Rock Blues Hanny Saraiva Pintores e Quadros Resenha Zé Ramalho estórias humor literatura Nacional Anos 80 Maurício Baia Shows mitologia grega Arte Casa das máquinas Cultura Regional Deuses Discografias Geração Beat Letras Raul Seixas Maconha Meio Ambiente Novos Baianos Produção independente Rau Seixas Raul Seixas Velhas Virgens desabafo literatura livro the doors AC/DC Adriana Vargas Agridoce Alceu Valença Amor Amor ou Sexo Anne Rice Anya Análise de Letras Apostilas As freiras que só ouvem rock Banca do Blues Bandas Beatniks Bertold Brecht Bertolt Brecht Beto Guedes Bossa Nova Caetano Veloso Campanhas Campinas Chico Buarque Clube de Autores Conspirações Deus Hermes Escrita Automática Eventos Experimentalismo Explicações pitorecas Felipe Neto Fernando Pessoa Friedrich Nietzsche Geraldo Azevedo Geraldo Vandré Henaph História Homenagem Imprensa Jards Macalé Jim Morrison Jimi Hendrix Jornalismo Khalil Gibram Khalil Gibran Lapa Manoel F. dos Santos Mapa de Piri Reis Mensageiros do subsolo Músicas Online Novidades O Jardim das Rosas Negras O Oitavo Pecado O Profeta O amor Pablo Picasso Pecado Pedra Letícia Pensamentos Pinturas Prensa Protestos Provos Prêmios e selos Rita Lee Sagrado coração da Terra Samantha Selène d'Aquitaine Simone O. Marques Slash Sérgio Sampaio Tattoo Televisão The Doses anjo assaltos casa cinema conto-de-fadas cursos e tutoriais demônio download editora Modo fada feérico juventude literatura brasileira lua meio-demônio os sete pecados capitais sangue de demônio sangue de fada snctzo tatuagem trama vampiro vampiros
 

Templates by Profile Link Services | website template | article spinner by Blogger Templates