
O nome dela é Paola. Natasha Gabriela Manuela tanto faz. Eu me sentia ator de filme pornô, pau exposto e uma câmera à deriva. Quase um trabalhador de sexo. “Eu nasci pra fazer isso”, ela me disse com meus pentelhos na boca.
Meu sonho era que meu pau ficasse duro toda vez que pensasse nela! Mas Paola Natasha Gabriela Manuela tanto faz tinha uma coisa peculiar. Ela era rouca. Daquela rouquidão sexy que lembrava minha mãe. Minha mãe foi fumante durante toda sua vida e eu acreditava que toda voz trêmula era sinal de santidade. Como eu poderia foder minha mãe?
Ela tinha gemidos roucos, desses que traziam à tona cantigas de ninar do século passado. Não sei se fiz o certo, mas quando ela estava lá na parte de “Você gostaria que eu fizesse isso?” dei uma pequena parada dramática e graças a Deus ela não disse nada.
- Um momento, já volto.
Fui ao banheiro e passei a mão no pau e no cabelo. O espelho estava sujo de pasta de dente, eu tinha que limpar aquilo um dia. Abri a gaveta e encontrei uma caixinha de Rebuçados Mitílicos. Um pouco enferrujada e esquecida, mas serviria.
Pedi pra moça abrir a garganta profunda. Enfiei a caixinha com cuidado. Ela quase sufocou. Fez um som nasal (huuuuum), mas de rouquidão eu não ouvi mais nada. Ficaríamos bem. Aquilo era meu amor eterno.
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