segunda-feira, maio 21, 2012

Elocubrações dos devaneios artificiais nos dançarinos da ponta do alfinete


Obssessão.
Estaria eu a mercê da perversão?
Estado real ou fruto dos sentidos?
Buscar, não mais. Perder-se.
O que resta de concreto.
Eu sou você? Não.
Você sou eu, enquanto reduzido ao que sinto.
Sentimento: ilusão do que fôra.
Armadilha sensorial do abstrato.
Um dança. Movimentos mecânicos.
Braços acorrentados aos barbantes.
O outro dança. Sublime bailar da matéria
Pelo vazio vibrante do nada.
Extasiado pela vontade de mudança.
Tornar-se algo. Ganha fundamento, o ar.
Ela, ele. Entregam-se à realidade do entorpecimento sensorial.
Produzem prazer das soberbas e luxuriantes camadas mínimas da dor.


Eu sinto.
Envergonho-me.
Tomado pelo conspurcado sentir, odeio.
Sou eu a perfeita imperfeição caindo das alturas do céu d'antes alçado.
Humano.

2 trocaram ideia:

Lundoi

Adorei!!!

"Eu sinto.
Envergonho-me.
Tomado pelo conspurcado sentir, odeio.
Sou eu a perfeita imperfeição caindo das alturas do céu d'antes alçado.
Humano."

Tainá Holanda

sim!

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‎"O que mata as pessoas é a ambição. E também esta tendência para a sociedade de consumo. Quando vejo publicidade na televisão, digo a mim mesmo: podem me apresentar isto anos a fio que nunca comprarei nada daquilo que mostram. Nunca desejei um belo automóvel. Nunca desejei outra coisa senão ser eu próprio. Posso caminhar na rua com as mãos nos bolsos e sinto-me um príncipe."
Albert Cossery
 

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